4.ago.2012
Ryanair cai a pique

Ryanair oferece bilhetes por cada medalha de ouro de Portugal


A Ryanair, a famosa companhia de aviação low cost, lançou uma campanha especial para celebrar a presença portuguesa nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Esta campanha consiste na oferta de 500 bilhete a 12€, com todas as taxas incluídas, por cada medalha de ouro ganha pelos atletas portugueses presentes em Londres. Terá sido boa ideia?

Diz o senso comum que todas as campanhas de marketing baseadas em resultados desportivos, por norma, bastante incertos, são sempre jogadas arriscadas. Este caso não foge à regra, pois a marca, levada pela febre olímpica que alastrou por todo o mundo e sobretudo no Reino Unido, não se deu ao trabalho de analisar as probabilidades dos atletas lusos em ganhar medalhas de ouro.
 
A marca está neste momento a ser motivo de chalaças nas redes sociais devido à prestação dos atletas nacionais que até agora não resultou em nenhuma medalha, quanto mais uma de ouro. Ao invés de ganhar notoriedade pelo apoio aos nossos atletas, esta acção está a ser tida como uma piada de mau gosto.
 
Não é só em Portugal a marca é alvo de chacota nas redes sociais, também em Espanha, onde os resultados olímpicos estão aquém do esperado, a publicação com maior impacto e alcance tem sido a seguinte: “Yo a los deportistas españoles que hagan el ridículo en los Juegos Olímpicos los traía de vuelta en Ryanair. Y que se jo**n.”. Por algum pudor não transcrevemos a mensagem na sua totalidade, nem tão pouco a traduzimos.
 
No caso de Espanha não se prende com qualquer campanha de marketing, mas, como é possível ver pelo tom da mensagem, a marca não goza de muito prestígio, sendo a utilização dos seus serviços encarado como um castigo.
 
Para terminar esta notícia sobre a campanha da Ryanair, não podíamos deixar de lembrar outra campanha de marketing que envolvia a participação de atletas portugueses numa competição à escala mundial, e que também ficou célebre pelo seu rotundo falhanço. Quem não se lembra do afamado anúncio da MacDonald’s, por alturas do Mundial de Futebol de 2002, onde aparecia o avançado Nuno Gomes a pedir um hambúrguer, dizendo no final algo como “Não se preocupem, eu pago em golos”. Ao que parece ainda hoje uma loja franchisada do gigante da fast food, situada na região da grande Lisboa, está à espera de lhe serem pagas todas as Happy Meals que o avançado português consumiu.




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