Sábado, 25.Mai.2013
 
 
 
 
 
 
 

Os perigos de avaliar estratégias de SEM com base nos rankings

8.Fev.2008, Search Engine Marketing por Duarte Canário
 
A forma mais usada para avaliar os esforços de Search Marketing ainda é através do ranking do link do site para uma pesquisa específica.

Mas a avaliação por esta via tem algumas fragilidades, que podem ser resumidas em 3 pontos.
 
1. Resultados cada vez mais personalizados 
 
Os resultados que os motores de busca apresentam, são cada vez mais personalizados.
 
Isto quer dizer que duas pessoas podem pesquisar a mesma palavra-chave ao mesmo tempo e obter resultados diferentes. Basta que usem “Googles” diferentes (.pt ou .com), ou preferências de idioma distintos.
 
Aliás com a crescente importância do comportamento passado do utilizador nos algoritmos de ordenação, duas pesquisas feitas pela mesma pessoa, podem num curto espaço de tempo, originar duas ordenações diferentes, sem que mais nenhum factor tenha entrado em jogo.
 
À parte: este peso do comportamento de pesquisa passado, nas pesquisas actuais, é ainda mais visível no caso do Google AdWords.
 

2. Pesquisa Universal
 
No início os motores de busca ordenavam links para websites. Mas agora uma mesma página de resultados pode apresentar não só esses links, mas também vídeos, livros, mapas, imagens, notícias
 
Como avaliar o ranking de um site nesta situação?

 
3. Qualidade do tráfego

Por fim, a análise da posição não diz nada sobre a qualidade das palavras-chave. De que vale ter a primeira posição para uma palavra-chave que ninguém usa? Ou para uma palavra-chave que provoca taxas de rejeição próximas de 100%.
 
 
A análise do ranking é útil e até muito interessante quando se está a micro-avaliar os resultados directos da implementação de algumas medidas. Ou seja, quando se está a tentar perceber com mais detalhe como funcionam os algoritmos — magnitude e consistência do impacto etc.
 
Fora isso é sempre mais informativo e correcto avaliar as acções de Search Marketing através da análise do tráfego que os motores de busca geram.

Depois de feito este estudo, então já podemos entrar em paranóia e queixar-nos obcecadamente que o mundo está contra nós, e que o nosso site nunca aparece na 1ª página.
 


 
 
 
 
 
 
 
 
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